Baixada Santista tem vagas abertas para a residência em dança "Arrastão" com cachê
Projeto cultural aposta na diversidade de experiências e irá resultar em seis apresentações artísticas em espaços públicos na região da Baixada Santista.
A Residência Arrastão é um projeto da Cia Etra, de Santos, que tem o objetivo de levar uma experiência artística corporal coletiva para artistas locais e para o público. Depois de passar pela capital do estado, São Paulo, e por Araraquara e Campinas, no interior, o projeto chega à baixada santista como uma grande oportunidade de desenvolvimento e valorização da cena artística local. As inscrições estão abertas até 21 de fevereiro para maiores de 18 anos, com vagas afirmativas para Pessoas com Deficiência, indígenas, negras, mães solo, pessoas trans ou travestis. Não há a necessidade de ser profissional, mas sim ter alguma vivência em artes do corpo, dança ou performance. Serão 10 pessoas selecionadas que participarão da residência de cinco dias e seis apresentações em espaços públicos.
“O objetivo da Cia Etra é proporcionar uma experiência coletiva de criação na Residência Arrastão. Serão cinco dias reunidos com os artistas selecionados e depois acontecerão as apresentações com o resultado desse aprendizado. O formato de residência não nos deixa fechados em uma única proposta, artistas diversos enriquecem a experiência e a performance nunca é igual nas cidades em que passamos. É isso que faz com que o projeto Arrastão seja tão atemporal e rico no sentido artístico e estético. Se torna uma construção conjunta de troca, pois ela também abriga e acolhe as demandas dos artistas locais que estão participando da residência”, explica Ariadne Fernandes, diretora geral da Cia Etra.
“Nós quisemos sair do nosso núcleo local da companhia e expandir as possibilidades da arte para outros artistas e entusiastas da dança. Esse compartilhar de procedimentos é uma forma de descentralizar a verba, entrar nesse lugar do acolhimento dos artistas, gerando renda nas cidades por onde estamos passando. Isso possibilita a inclusão daqueles que que não teriam como participar sem remuneração e torna toda a experiência mais forte e rica”, explica Ariadne.
A performance Arrastão, que será construída durante a residência, é uma apresentação para espaços públicos que mostrará a manifestação de corpos únicos como uma força coletiva. O grupo ocupa a cidade em deslocamento coletivo, transformando ruas em palco. A obra evidencia a diversidade de corpos, origens e identidades, ao mesmo tempo em que destaca a figura do artista como um corpo ainda deslocado no contexto urbano. Com ações inspiradas em flash mobs, danças, corridas, cantos e interações diretas com o público, a performance se estrutura de forma não linear, refletindo sobre o direito de ocupar o espaço público e sobre a arte como experiência compartilhada.
Para quem é?
Vagas Afirmativas (prioridade):
Aula Aberta - Seleção: 23 de fevereiro, das 18h00 às 21h30.
Residência:
Apresentações*:Sobre a Cia Etra: Fundada em 2001 por Ariadne Fernandes e Jandé Potyguara, a Cia Etra atua há 25 anos na dança contemporânea, integrando criação, pesquisa e formação. Com raízes no Ceará e sede em Santos/SP desde 2009, investiga o corpo como território de resistência e transformação. Reconhecida por editais como o Prêmio Klauss Vianna (Funarte) e ProAC, reúne mais de 20 obras no repertório e mantém forte atuação pedagógica em parceria com instituições culturais e educacionais.
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