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A música nasceu de uma gravação deixada por Marcos, o Markim, que começou a estruturá-la a partir da bateria. “Ele começa tudo nas linhas de bateria, sem guitarra nem violão, é o Markim, com clique no ouvido, tocando bateria e imaginando a música”, explica Abel. Posteriormente, Rodrigo Nepomuceno acrescentou as guitarras a partir das orientações do baterista e o instrumental permaneceu guardado por anos até ser retomado para o novo álbum. “Escrevi uma letra e coloquei uma melodia de voz. E o Rodrigo completou com o baixo. E a gente mergulhou de cabeça nesse legado do Markim”, conta o músico. A letra de “Ninguém Quer Saber” aborda uma sociedade que, segundo Abel, deixou de se importar diante dos acontecimentos ao seu redor. O artista considera a composição uma das mais contundentes que já escreveu. “Artisticamente, a letra dessa música é a coisa mais perigosa que eu já escrevi.” Na canção, Abel parte da percepção de que muitas pessoas reconhecem que há algo errado, mas preferem não encarar o problema. “Sabe quando você percebe que alguma coisa está errada, mas prefere não saber? Acredito que, atualmente, esse é um grande dilema da humanidade.”
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