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Segundo Abel, a música mistura “crítica cultural, humor ácido e confusão mental”. A proposta, diz ele, também se reflete na construção sonora da faixa, que incorpora imperfeições intencionais, dissonâncias, e arranjos que reforçam a sensação de estranhamento presente na narrativa. “É um rock de garagem sincerão e imperfeito, que vai além da nostalgia dos anos 90. A música simboliza uma época percebida como mais crua, espontânea e real”, revela o músico. A composição ocupa um papel central no processo criativo do artista. “Compor é algo muito especial pra mim. Tenho algo a dizer em cada letra que escrevo, e faço isso sempre como se fosse a última coisa que estou fazendo na vida, como uma última mensagem”, explica. O objetivo, para o músico, é provocar reflexão. “Questionar faz parte do papel da arte.”
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