Andressa Urach lança EP pop com músicas autorais e canta sobre fé

Andressa Urach lança EP pop com músicas autorais e canta sobre fé

Andressa Urach lança EP pop com músicas autorais e canta sobre fé: “Perdi mais dinheiro tentando ser santa”

“Eu fui muito mais usada e explorada dentro da igreja do que hoje, assumindo quem eu sou”, afirma

 

Créditos: Davi Borges | @aandressaurach | @mcimolaoficial_ | CO ASSESSORIA | Link do Spotify AQUI


Andressa Urach, de 38 anos, dá um novo passo na carreira musical como MC Imola com o lançamento do EP “Madame Satã”, projeto autoral formado por três músicas: “Expulsa do Céu”, “Cigana de Fé” e “Bruxa”. Depois de estrear no funk com uma imagem mais explícita e provocativa, a influenciadora aposta agora no pop e usa a própria trajetória para cantar sobre fé, culpa, religião, liberdade e identidade.

Andressa afirma que o novo projeto nasce de um acerto de contas com a imagem de santidade que tentou sustentar por anos. Segundo ela, o EP conversa diretamente com a própria história, marcada pela conversão religiosa, pela ruptura com a igreja e pela decisão de assumir publicamente uma vida que sempre foi alvo de julgamento. “Durante muito tempo eu tentei caber em um lugar que não era meu. Tentei ser aceita, tentei viver para agradar pessoas que continuavam me julgando e, mesmo assim, me senti usada e explorada. Eu perdi mais dinheiro tentando ser santa do que assumindo quem eu sou”, afirma.

A nova fase aparece nas três músicas do projeto. Em “Expulsa do Céu”, Andressa usa imagens religiosas para falar de culpa, desobediência e liberdade. Em “Cigana de Fé”, aproxima a música da espiritualidade e da força feminina. Já em “Bruxa”, assume uma personagem mais livre, magnética e sem disposição para pedir desculpas por existir. “Eu quis fazer um projeto pop, mas sem deixar de provocar. Essas músicas falam de mim, da minha fé, das minhas quedas, dos meus julgamentos e de tudo o que tentaram transformar em vergonha. Se me chamam de pecadora, de bruxa, de expulsa, eu pego essas palavras e faço delas a minha força”, relata.

Para Andressa, “Madame Satã” marca uma virada dentro da própria MC Imola. Se antes a provocação vinha do funk e de letras mais explícitas, agora ela diz que quer usar o pop para expor contradições mais profundas da própria história. “A Imola nasceu da liberdade, mas agora ela também canta sobre culpa, fé, raiva, dor e identidade. Eu não quero mais voltar para uma versão minha que vivia com medo do julgamento dos outros. Prefiro ser chamada de exagerada, errada ou polêmica do que voltar a me anular para caber em uma imagem que nunca foi minha”, conclui.

 

Créditos: Davi Borges | @aandressaurach | @mcimolaoficial_ | CO ASSESSORIA

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