Pulsar debuta com o EP "Ripping Light"

Pulsar debuta com o EP "Ripping Light"

Pulsar debuta com o EP "Ripping Light"

Pulsar começou a ganhar forma em 2020, quando certas ideias passaram a insistir com mais força num período de recolhimento involuntário. Algumas composições nasceram ali. Nem todas chegaram a Ripping Light, mas várias seguem preservadas para um trabalho futuro.

A pedra fundamental veio em setembro de 2023, quando Léo Axekiller, de Jandira, convidou Fagner Jaques, também de Jandira, para trocar riffs e expor as primeiras ideias da banda. Bastaram algumas conversas e um primeiro ensaio de cordas para que a química se tornasse evidente. A partir dali, o que ainda era intenção passou a adquirir consistência.

Nos primeiros movimentos, a banda contou com o apoio de Roberto, o Cipó, baterista experiente com passagem por Crusher Force e Beermug. A formação encontrou seu eixo definitivo quando Leandro Uther, vindo de São Paulo, ingressou também a convite de Axekiller e assumiu a bateria de forma permanente, trazendo precisão, firmeza e presença. Foi nesse ponto que as composições ganharam densidade, recorte e personalidade, criando entre os integrantes a convicção de que o material já exigia registro.

As gravações de Ripping Light começaram em setembro de 2025 e foram concluídas em março de 2026. A produção ficou a cargo de Rodrigo Toledo, produtor independente ligado ao circuito underground, cuja condução preservou a intenção central do trabalho: capturar identidade sem polimento excessivo, mantendo a aspereza necessária.

O EP reúne cinco faixas, entre elas uma instrumental concebida como interlúdio para um trabalho vindouro, quase como uma passagem aberta entre dois momentos da mesma trajetória. Em seu núcleo, o disco sustenta um princípio pouco negociável: fazer heavy metal por convicção, sem reverência a modismos, nichos ou fórmulas transitórias.

A faixa escolhida para apresentar o projeto é "Nemesis Squad", uma composição que equilibra agressividade e ironia. Narrando a saga de corsários espaciais que enfrentam corporações intergalácticas, a música é um exemplo nítido da identidade da Pulsar: justiça em ambiente hostil sob uma condução veloz.

Musicalmente, a faixa remete à era de ouro de nomes como Blind Guardian, Grave Digger e Gamma Ray. O diferencial reside no vocal barítono, que se afasta deliberadamente dos agudos estratosféricos do power moderno para buscar ecos em vozes clássicas como as de Messiah Marcolin e Harry Conklin. O resultado é um refrão majestoso que se abre em meio a uma base rítmica cerrada e riffs de pressão contínua.

Além do ataque de "Nemesis Squad", o EP explora nuances como a faixa "Struggle on a Hard Road", uma composição erguida sobre a ideia de permanência e desgaste, onde o retorno após uma longa travessia pesa mais do que o próprio triunfo.

A Pulsar deixa claro que seu compromisso é com a linhagem clássica. O trabalho dialoga diretamente com o Power Metal oitentista e o rigor técnico da NWOBHM. É música feita para durar, utilizando riffs que atravessaram anos intactos até encontrarem seu lugar definitivo neste EP.

"Ripping Light" não é apenas um lançamento; é uma assinatura de luz em estado de ruptura, pronta para marcar seu território no cenário do metal nacional.

Ouça agora "Ripping Light": https://open.spotify.com/intl-pt/album/5qZzeeojob9w5d7GdB8mut

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Karinna Fiorito
(11) 941590389